NT.66  Embrião e /embriologia

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Seguem algumas observações gerais sobre o uso do qualificador /embriologia em relação a embrião (EMBRIÃO DE MAMÍFEROS e EMBRIÃO NÃO MAMÍFERO) e FETO.

Não usar /embriol como qualificador primário quando /embriol for meramente um aspecto experimental.

Ou seja, um documento sobre “a atividade e padrão isoenzimático do lactato desidrogenase nos neurônios e astroblastos cultivados de cérebros de embriões de galinha” será incorretamente indexado sob CÉREBRO /embriol como descritor primário. O descritor primário será CÉREBRO /enzimol com /embriol coordenado como secundário.

Para decidir se um qualificador deve ser indexado como primário ou secundário deve-se identificar o assunto da revista, por exemplo, em se tratando de um artigo. Uma revista sobre “embriologia”, “morfologia” e “desenvolvimento” em seu título tenderá a /embriol como qualificador primário. Revistas sobre fisiologia e bioquímica tenderão em favor dos qualificadores /fisiol, /metab ou outros usualmente relacionados como primários. O fator decisivo serão as palavras introdutórias do autor e o trecho que diz “a proposta deste estudo é…”.

A política é basicamente a seguinte: quando um documento diz respeito ao embrião ou ao feto como um todo, algo que pode ser pego nas mãos, então um descritor de embrião ou FETO com o qualificador apropriado estarão corretos como primários. (Ver 8.1.37 e 8.1.38)

Ao optar-se por embrião e FETO sobre testes em tecidos em documentos que não devem ser indexados com muita profundidade, não deve ser acrescentado /embriol com o tecido do órgão que está sendo testado. Por exemplo, se “rim do macaco” como tecido-teste deve ser indexado como HAPLORRINOS (descritor secundário) e RIM (descritor secundário) sem qualificadores. Então, para “fígado fetal” somente FETO (descritor secundário) e FÍGADO (descritor secundário) são indexados para documentos sobre tecido-teste, sem qualificadores. Não usar FÍGADO /embriol.

Para estudos in vitro em tecido embrionário ou fetal deve ser feita distinção entre o órgão com o qualificador /embriol e o órgão sem o qualificador /embriol, como relatado acima.

Se o teor do estudo in vitro é um aspecto específico de um órgão em seu estágio embrionário de desenvolvimento, o aspecto específico e a embriologia devem ser indexados. Mas se o tecido embrionário ou fetal é meramente um veículo conveniente onde o estágio de desenvolvimento é irrelevante, /embriol não deve ser indexado com o órgão. Novamente a introdução do documento será decisiva.

Não assumir que quando o título diz “fígado fetal” FÍGADO /embriol seja adequado. Não assumir que, porque a definição de /embriol diz “para desenvolvimento embrionário e fetal”, o feto seja “obviamente” implícito.

FETO marca a diferença em um lapso de tempo, especialmente com referência a documentos sobre gravidez. Há muitos artigos em revistas de obstetrícia e toxicologia onde “fígado fetal” é importante tanto como FÍGADO como FETO, onde o feto é significante como um feto, e deve ser indexado. Nesses artigos FETO com seus qualificadores e FÍGADO com /embriol serão provavelmente descritores primários.

Não assumir que o qualificador /embriol automaticamente significa “fisiologia embrionária”. Pode significar morfologia embrionária, fisiologia embrionária, metabolismo embrionário, efeitos embrionários de drogas, etc. /embriol é importante como um estágio do desenvolvimento; se um aspecto específico deste estágio de desenvolvimento ou atividade é estudado, este aspecto deve ser indexado como um qualificador adicional, da mesma maneira que /fisiol.

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